sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TU, QUE ÉS POESIA...

TU, QUE ÉS POESIA.

Teus beijos,
Não valem o que me custam,
Não vale o tempo que não passa,
Nem o corpo que pulsa...
Teu toque, não vale o prazer que me causa,
Não vale o tema da confissão discreta em meus olhos amantes.
A saudade, tola, não vale um verso,
E eu, enquanto poeta, valho nada, sou ninguém,
Mas eu em ti, que és poesia,
Sou livre e posso tudo,
Preso em teus braços,
Quando somos canção,
Verso e melodia.

Camila Rodrigues.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUASE TUDO

QUASE TUDO

Deixei apenas o meu cheiro como lembrança,
O cheiro e alguns vestígios pela casa...
Ruídos, manias, coisas...
Deixei algumas incertezas
Pra te fazer companhia,
E ocupar o tempo ocioso, que usas ao esquecer-me.
Deixei pouco e foi quase tudo...
Só o desejo contido, escondido nos recantos da sala...,
Mais a saudade...
A saudade, daqui a pouco passa...



Camila Rodrigues.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

IMENSAMENTE

IMENSAMENTE

Bem, eu estou aqui, como podes ver.
Viva! Estou viva apesar de tudo o que me aconteceu
Erguida em minha cabeça, minhas trilhas a caminho.
Metas a cumprir, sonhos pra viver.
Apesar de o meu coração ter sido esmagado
Ele sobreviveu, Ele renasceu.
Mais puro e buscando cada vez mais o que acredito.
No amor, no verdadeiro amor.
Pois nem todo poema é som
Dependendo de quem ler, de quem vê...
Do que realmente se senti, e não mente o coração.
pois me amo imensamente...


Dani Lu.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O QUE FALTA...

O QUE FALTA...

São teus olhos, morena,
São teus passos pela casa,
Teu sorriso atrevido cortando a madrugada,
Teu corpo deixando-me exausto.
É o teu cheiro, suave, denso e profundo,
É como tu me tocas, e teus gemidos...
Gostaria de vê-la, alcançar teu intimo,
E finalmente beija-la, até não mais...
É o que falta nessa madrugada,
Entre milhares de coisas...
Enquanto as taças estão vazias
E a garrafa de vinho, sobre a mesa, intacta.

Camila Rodrigues.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MILHÕES DE HORAS...

MILHÕES DE HORAS...

Rompi com o mundo e enfrentei os meus medos,
Transpus obstáculos e paguei pra ver,
E vi em teus olhos o brilho dos meus,
E em teus braços senti o dia nascer.
Estar contigo, valeu a pena,
E por isso, apenas para tê-lo novamente em meus lábios,
Viajo milhões de horas...


Camila Rodrigues. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ELA ERA A LUA...

ELA ERA A LUA...

E naquela noite, em que a lua olhou-me nos olhos e disse-me acerca de coisas,
Percebi que o tempo havia trazido novamente para meus dias,
Felicidade.
Senti com agrado, o perfume das flores em minha janela,
E enfim descobri o porque de está acordado, quando todos já dormiam...
Era só meu aquele brilho,
Aquele olhar,
Aquele mundo,
Aquele corpo era só meu, naquele instante.

Camila Rodrigues.

ESTOU AÍ..

ESTOU AÍ...

Estou aí...
Ardente, inquieto, constante...
Estou aí, cortante, dilacerante,
Estou aí, fugidio, confuso, trêmulo...
Cheio de sonhos e cautela.
Estou aí,
No brilho feliz dos teus olhos risonhos,
E no fato de querer parar o tempo,
Diminuir a distancia e esclarecer os fatos.
Estou no cheiro deixado no lençol,
E nos vestígios espalhados por teu corpo,
E mesmo quando não vês, ou sentes...
Estou aí...


Camila Rodrigues.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

QUEM?...

QUEM?...

Aos amores lúdicos, inefáveis, nefastos,
Aos amores umbráticos, tristes, largados ao frio,
Aos amores dolentes, insanos, indecentes,
Covardes e cretinos,
Afinal de contas,
Quem não ama?...

Camila Rodrigues.


domingo, 24 de novembro de 2013

COISAS...


COISAS...

O dia chega,
E com suas luzes, revela todos os segredos.
Os olhos cansados, o medo.
O dia chega cheio de saudade,
Teus lábios em meu arrepio,
E teu toque em minha alma, calafrio...
Os corpos nus, expostos, entregues... 
O dia chega...
Cheio de horas, 
De coisas enfim...

Camila Rodrigues.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EXPLOSÃO DE ABSURDOS

EXPLOSÃO DE ABSURDOS...

Não há em meu corpo
Espaço suficiente para o vazio que deixaste.
Como uma explosão de absurdos,
Meu pensamento te persegue até em sonhos,
E busco somente um olhar,
Que me diga tudo...
Um gesto incontrolável que me toque por dentro,
Ansioso, confuso, intenso...


Camila Rodrigues.

RESTOS...

RESTOS...

Dos teus olhos marejados,
Sobraram os rabiscos no papel.
Do sorriso matinal, só um enorme espaço vazio.
Da tua presença, ficou o cheiro frio da saudade,
Espalhando os ruídos do teu sorriso por dentro de mim.
Do brilho cintilante do dia, restou um sol inconveniente, agressivo, sangrento...
Como pode está tudo tão normal,
Se eu morri por dentro?...


Camila Rodrigues.

sábado, 9 de novembro de 2013

FOTOS E FATOS...

FOTOS E FATOS...

As canções repetem teus versos em meus ouvidos,
E as lembranças doces e confusas me entorpecem a alma.
Os sentidos, vão em busca de você nos recônditos do meu ser,
E te encontram em um lugar secreto de mim,
Em meio a recordações, fotos e fatos.

Camila Rodrigues.






quinta-feira, 7 de novembro de 2013

EM TEU JARDIM...

EM TEU JARDIM...

Os seus vestígios,
Dentro, fora, quente, lento, atento, displicente, intimo e entregue...
E eu,
Em teu canto, no canto de teus olhos, no toque de teus lábios,
No caminho de teus dedos, na substancia, na química e na alquimia do encanto...
Eu,
No cheiro que te invade a alma para fazer visita,
Eu no estalido dos beijos,
Eu no teu peito...
Nem precisava tanto, sentimos que assim seria...
Mesmo que não fosse...
Se é que será...
Um dia...

Quem sabe...

Camila Rodrigues.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

EMPRÉSTIMO, Moises Lima.

 EMPRÉSTIMO


Me recordo teu nome
Que tomei emprestado dos livros.
Foi como copiar o escondido,
Como soprar o fogo.
Restam cinzas do amor,
Quando tudo é perdido.

Moises Lima.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DETALHES...

DETALHES...

Faz de conta que me vê,
E não me olha nos olhos
Avista ao longe, faz-se de rogado.
Usa o tempo para perguntas, não respostas,
Largou-me no frio,
Por puro descaso.
Agora chora atrás da porta, e pergunta porquê?
Difícil saber,
Sem observar os detalhes...


Camila Rodrigues.

PRÓXIMA TEMPESTADE

PRÓXIMA TEMPESTADE

A melancolia das estrelas,
E o jardim sombrio,
As gotas de chuva molham as flores
A luz da lua traz o calor do cio.
O cheiro do néctar invade a alma,
E embriaga, como um bom vinho,
E faz o corpo desmanchar-se em alegria,
Num sentimento de angustia e alívio.
Passa a chuva,
Foi-se o frio.
Agora é o sol que me aquece,
E o tremor...
Só na próxima tempestade.


Camila Rodrigues.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ENFIM, COISAS...

ENFIM, COISAS...

Coisas que de repente acontecem,
Deixando seu perfume único, sua melancolia.
Coisas do dia a dia,
Que marcam a gente.
Coisas simples, que acontecem pelas ruas,
Que transpiram pelos bares,
Transbordam nos sonhos,
Saltam dos olhares,
Estão aí...
Por todos os lugares.


Camila Rodrigues.

POUCO IMPORTA

POUCO IMPORTA

Hoje não serei tua,
Serei minha, da lua, da rua, pouco importa.
Apenas não olharei em teus olhos distantes e frios,
Nem furtarei o teu sorriso das fotografias,
Só por hoje...
Não entregarei a ti minha alma.

Camila Rodrigues.


FAXINA

FAXINA

Dei uma geral em meus versos,
Pra arrumar a bagunça que você deixou.
Fiz uma limpeza na alma pra amenizar minhas dores,
Peguei papel e caneta, tentei escrever sobre flores,
E fui impedia por meus próprios versos,
Que só falam de ti,
E do amor que te daria se possível fosse.


Camila Rodrigues.

IMAGINÁRIO

IMAGINÁRIO

Nosso encontro é umbrático,
Cabe nos versos, nos lírios,
Na correnteza mansa dos rios.
Nosso amor cabe na melodia, no ritmo e nas cores.
Nosso desejo hermético só encontra alento no imaginário,
Onde o prazer inenarrável
Se rende a sutileza do toque,
Quando então...
Enfim...
Chegamos ao paraíso.

Camila Rodrigues.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ENTÃO...

ENTÃO...

Seu toque, agora, está dentro de mim,
Revirando minhas ideias,
Aguçando meus sentidos,
Suas palavras repetem-se como um mantra,
Em n’algum lugar além do que ouço, sinto.
Não me tomas, nem me deixas...
Invade o meu corpo diferente, de dentro por fora...
Como se existíssemos antes mesmo de ser quem éramos...


Camila Rodrigues.

UM GRACEJO

GRACEJO

Parece um sonho, uma miragem o que vejo,
A paisagem refletida em teus olhos
É a visão do meu desejo.
Parece um conto, uma ciranda, um gracejo,
Todas as cores que me tocam,
Quando fecho os olhos e te beijo.


Camila Rodrigues.

ATREVA-SE

ATREVA-SE

Toque-me
Como se fosse eu, o teu instrumento preferido
Poetize-me com teus beijos,
E cante-me, como tua canção.
Confunda-se comigo,
Misture-se, atreva-se...
Apenas para que o amor tenha mais uma chance de viver,
E que não seja em vão.


Camila Rodrigues.

INSATISFEITA LIBERDADE

INSATISFEITA LIBERDADE

Os versos meus, agora teus, 
São queixas e só me falam de saudade.
Teu corpo no meu, adeus,
E no fim sobrou uma insatisfeita liberdade.
Deixou-me, é verdade.
Mas levou-me, isso é fato.
Tirou-me as lembranças doces,
E largou-me só,
Com um sorriso empoeirado num retrato.

Camila Rodrigues,



APENAS SERIA...

APENAS SERIA...

Seria eu, a poesia muda que cala teus versos...
Nas noites em que a solidão te faz companhia.
Seria minha a mão que te acaricia os lábios...
E que desvenda os teus detalhes,
Seria meu o toque que percorre o teu corpo.
Sim, seria eu o vento malicioso por debaixo das cobertas,
Que provoca calor, ao invés de frio...
Minha, a respiração ofegante que toca teu rosto
E assanha os teus cabelos,
Meu, o corpo que te aquece...
Seria eu a razão para teus dias felizes.
Enfim, seria tua...
Mas apenas seria...


Camila Rodrigues.



terça-feira, 22 de outubro de 2013

DIGA-ME...

DIGA-ME...

Como falar do absurdo que é ser tocado por teus olhos?
Explorado por teu silencio,
Manuseado por teu toque...
Como falar sobre ser consumido por tuas palavras?...,
Falar sobre como é bom estar contigo,
Sem parecer prega ou piegas.
Diga-me como não enlouquecer ao som de teus gemidos,
O brilho da tua voz...
Diga-me como faço para não deseja-la assim, tão loucamente,
Como se não bastasse, ainda é entre todas a mais bela,
Displicente, amavelmente arrogante e eroticamente brejeira...


Camila Rodrigues.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

JEITO, TOQUE, ODORES...

JEITO, TOQUE, ODORES...

Existe distancia entre olhares aflitos,
Que rompem o limite do espaço e se identificam no tempo.
Feliz daquele que contempla a alma,
E deixa-se levar por seus conflitos.
Sem abrir mão de ser quem somos, 
Podemos ser mais e melhor para todos,
E assim seguir vivenciando verdadeiros amores,
Cada um, com seu estranho jeito, toque, odores...


Camila Rodrigues.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DENTRO DE TI...


 DENTRO DE TI...

A poesia que me faz existir,
Está em teus olhos, dentro de ti...
A solidão é a companhia de teus sentimentos...
A ausência, tua maneira torpe de estar aqui, preso em meus versos,
Como se estivesse dentro de mim em forma de prece
Para os que acreditam em amor e busca.
A paixão é fortuna de quem sente...
É o sabor ausente, do beijo nunca dado,
É a cumplicidade inerente ao desejo de não querê-lo,
Quando suponho já ama-lo ...
Quando me abandonou,
E sua presença se fez mais ausente, o brilho contente fugiu dos olhos meus,
Uma maré de saudade invadiu o meu espírito e transbordou em uma enxurrada de dor e saudade...


Camila Rodrigues.

ENCONTRO...

ENCONTRO...

Enfim, nós...
E o universo ao nosso redor,
Nós e nossas causas, buscas, medos,
Nós e nossas razões para hesitar,
Na tentativa vã de ponderar, ou de manipular o tempo.
Procurando enxergar no fundo dos teus olhos,
Alguma razão para não querê-lo,
Ignorando o toque,
Para não me render ao cheiro.
Resistindo bravamente à energia que insistia em atrair o meu corpo em direção ao teu.
Agora,
O teu perfume está entranhado em mim...
Passeando por meus pensamentos...
E dando novas nuances aos meus delírios.

Camila Rodrigues.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

POESIA,AMADA!

POESIA, AMADA!

Sob os doces olhos de Baco
Descubro quem tanto procuro,
Eras tu, poesia...
Com tuas armas,
Consolação da minha luta!
Eras tu, amor camarada,
A quem neguei minha fuga.
Procuravas a mim onde me encontro,
No meu reflexo que cintila no escuro
Na alma que me fuzila contra o muro.
Passas com teu encanto solitário,na neblina suave da noite
Deixas em meu corpo, tuas marcas que não vejo.
Enxergo turva a tua imagem na fumaça,
e oro para que sonhes comigo.
Amada minha, verso meu,
Onde estaria eu?
Eis me aqui,
Agora refeito, rogo perdão em teu peito.


Camila Rodrigues/ Moises Lima.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CARTA DECIFRADA

Carta Decifrada 

Se fosse viajante verdadeiro... já teria te encontrado
E alem da terra imaginada, ao teu lado estaria...
Revelaria em teus ouvidos, o segredo das estrelas...
E falaria da solidão que assola o meu dia...
Em meus sonhos, querida, confesso...
Que tu vens vestida em maresia...
E teu corpo baila como as ondas...
Teu sorriso em meus ouvidos...
Melodia...
Mas acordo e não lembro o teu semblante...
Se tivesse um lápis te escreveria
minha carta náutica sobre o mar da solidão.

(Camila Rodrigues/Moisés Lima)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CIBERNÉTICO

CIBERNÉTICO 

Eu já senti saudades...
Eu já sofri por alguém...
Já passei noites em claro, remoendo dores,
Morrendo aos poucos.
Mas agora,
Ouço a tua voz e nunca falei contigo.
Sinto o teu perfume e nem conheço o teu cheiro.
É necessidade, e isso me põe aflito,
Como vou esquecer alguém que amo e nem conheço...



Camila Rodrigues.

TUA ESTAÇÃO...

TUA ESTAÇÃO...

Invade os meus pensamentos,
E quando está presente, preenche os meus olhos.
Confunde o meu sorriso e quando me toca quase me sente.
não me olha nos olhos,
Nem chega perto o bastante...
Diante de ti, sinto a eternidade e o tempo me parece indiferente.
Sob teus comandos até as palavras são mais doces,
E a brisa...
Tem cheiro de suor, desejo, cigarro e cachaça...


Camila Rodrigues.

DUO


DUO

No escuro dá pra vê melhor a tua ausência,
E possuí-lo é quase como não tê-lo.
Muito conveniente essa estória,
Sem feliz, nem pra sempre, sem zelo.
Por agora, apenas tu me enxergas,
E nem me distingui entre as cores.
É com versos que assola meus dias...
Madrugadas..., noites...
Em ti o que admiro desconheço,
Desdenho..., suplico..., envaideço...
E em meu intimo imaginário,
Em teus braços adormeço.

Enquanto estou diante de tua chama
Novamente me queimo nesse invisível inverno.
Enquanto te percebo intensa,
Finalmente me enterneço refeito, intenso em versos.
À noite que te fizeste presente, sentei e orei que estivesses segura em braços que te dessem vida.
Agora, no lençol de seda do tempo encontro paz de espírito, numa cama cheia de blues, num quarto, encastelado, repleto de tua luz.

Poema escrito a quatro mãos, por;

Camila Rodrigues e Moises Lima.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NEGRALIZAÇÃO

NEGRALIZAÇÃO

Sim,
Essa sou eu,
Negra de raça e preta de cor.
Calos nas mãos, coragem, amor,
Luta, resgate, respeito e valor.
Sim,
Essa sou eu,
Com meus cabelos que sobem aos céus...
Com nenhum interesse em ser fiel,
À cópia fajuta que você criou.
Sim,
Essa sou eu,
E desculpe se não agrado seu toque cheio de conceitos vãos...
Meu carinho é ondulado como as curvas do corpo do mar...
Quem me ama quer se encaracolar
No crespo de mim que é o que eu sool.
Colorida como as flores,
Pelo sol brilhante e quente,
Antes de qualquer coisa, gente,
Antes mesmo de gente,
Espírito, ser.
Por que antes de eu e você,
Existe um nós,
Que é alma e tem voz,
Que canta e grita se preciso for,
Pra que ouçam bem, e entendam de uma vez,
Que a mesma natureza que te fez,
Também fez a mim, meu camarada,
Existe um aspecto da vida em que diferenças não representam nada,
E cada um é o que é, ou o que for.
Sou filha de iansã e xangô,
Repousando no colo de nanã,
Com orgulho de ser quem sool,
Preta de raça e negra de cor.

Camila Rodrigues.


CHEIO DE NÓS...

CHEIO DE NÓS...

O que é teu
Me pertence de fato,
E não se mede nem calcula com números ou estrelas,
Apenas existe para que tu que não o sabes sejas mais feliz,
Espero.
Espero que o amargo dos dias se transforme em lágrimas,
E a chuva de dor espalhe esse amor nos lençóis,
Para que as recordações sejam doces e entorpecidas
Por lembranças vagas e sem credibilidade.
Agora que a noite avança,
E tira de mim as certezas,
Quero que me confundas mais uma vez apenas,
Para dar sentido às noites em claro,
Onde e quando declaro esse amor cheio de nós.

Camila Rodrigues.




terça-feira, 17 de setembro de 2013

SABOR AMARGO

SABOR AMARGO

Despertou-me de um sono profundo
E preencheu as lacunas do meu dia,
Dando sentido aos textos que escrevo.
Modificando o compasso do tempo
Confundiu as minhas cores
E tocou-me...
Como musica,
Fez seus arranjos em minha alma,
E em meu corpo suas melodias,
E largou-me em uma noite de expectativas,
Deixando em meu espírito
A vaga lembrança...
Da fumaça...
E o sabor amargo da bebida ingerida.

Camila Rodrigues.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SONHOS...

SONHOS...

Não,
Eu não fui ao teu encontro durante madrugada...
Nem senti o teu cheiro ao amanhecer...
Não posso rir das tuas manias estranhas,
Pois sequer as conheço...
As lembranças que tenho de ti,
São vagas e sem nexo,
Sem cor e com cheiro forte de cigarros variados,
A memória confusa traz-me a sensação do teu halito quente em meu corpo...
E é só isso de que tenho de fato,
É o que sinto enquanto não durmo e o que quero quando almejo.

Camila Rodrigues.





quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MINHA INSPIRAÇÃO

MINHA INSPIRAÇÃO
 
A minha inspiração vem do sangue que escorre nos becos imundos,
Do odor fétido que exala dos corações sombrios e amargurados,
Vem da covardia que alimenta desde a mais insignificante até a mais cruel das mentiras.
A minha inspiração vem de almas flageladas pelo descaso, vem de dores causadas até com desdém.
Vem do perdão sem dignidade que sede aos desejos mais vulgares e me expõe ao ridículo,
A minha inspiração vem da companhia felina transpondo obstáculos...
Dos passos ligeiros e confusos das sombras da noite...
E do perfume das flores esmagadas pelo caminho sofrivelmente percorrido...
E tem também o tesão...
Razoavelmente em dia...



Camila Rodrigues.



terça-feira, 20 de agosto de 2013

PRECONCEITO

PRECONCEITO

Eles querem que eu finja que sou quem não sou,
Para que pessoas que não se preocupam comigo,
Mintam que estão felizes por gostarem de mim.
Eles querem me ver mentir,
E alongar o meu vestido,
Querem que eu anule quem sou,
E isso eu não consigo.
Eles são tão covardes com sua inteligência medíocre,
Que se enganam quando pensam que eu não percebi,
O olhar de preconceito elevado sobre o ombro
Quando me viram passar sorridente e feliz.
Pobre dos covardes,
Que se assemelham a abutres
Quando eu ando pela rua
E eles olham pra mim.


Mila Souza.