sábado, 23 de fevereiro de 2013

SONHOS PSICODÉLICOS


SONHOS PSICODÉLICOS

O sangue jorra dos olhos
E inunda os becos imundos
Lotados de almas esfarrapadas pelo mal uso dos sentidos,
E o choro não para...
Os ruídos sombrios ensurdecem a alma
E deixam um rastro de dor
Pelo caminho embriagado.
Perdido entre buracos e vielas
Que não levam ninguém a lugar nenhum
O prazer se confunde com a dor,
E o vicio é a única coisa que,
Ironicamente mantém vivos os sonhos...
Psicodélicos.

Camila Rodrigues.


DESESPERADAMENTE


DESESPERADAMENTE

O sorriso,
Agora triste
Que os olhos não conseguem esconder,
Mostra-me o terror de não está em teus braços
E eu não compreendo o espaço vazio que me separa de você.
Durante a noite,
Quando a saudade apela
E o teu cheiro parece brotar de dentro de mim,
Dispo-me diante do espelho,
Amigo confiável que me conhece por inteiro.
A dor em enxurrada,
Banha-me o corpo nu e alivia a alma lotada de dores.
Eu,
Espero incansável pelo dia em que vou acordar
E não mais desesperadamente querê-lo.

Camila Rodrigues.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

VARAL DA DESILUSÃO


VARAL DA DESILUSÃO

Sendo assim,
Quando tudo for nada
Enem mesmo a falta fizer sentido
A saudade sem saber o que fazer vai embora encabulada,
E a alegria arredia volta pra rever o sorriso que é seu por direito.
Estarei eu toda molhada de chuva,
Livre como um corpo que finalmente derramou a ultima lágrima
Correspondente a um fracassado romance.
A espera do sol,
Que vem secar as dores e colorir os olhos
Pouco importa se os sonhos são ou não passageiros,
O que realmente importa é estarmos atentos quando é chegada
A hora de pendurar a alma no varal da desilusão,
Que é nada mais, nada menos,
Do que a realidade que vem nos acordar no meio da noite
E que logo nos permite dormir e voltar a sonhar.

Camila Rodrigues.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ALIENADO


ALIENADO

Canto tudo diferente
E conto tudo diferente,
Por que enxergo a vida do meu jeito.
Tem tanta gente parecida com a gente,
Que é bom não ser igual,
Respeitando a liberdade,
Com naturalidade, conteúdo e ideal.
É tão difícil não ser eu por tanto tempo,
Fico confuso, sem saber o que pensar.
Será que agora,
O errado é que tá certo?
Sendo assim,
Acredito que o que já tá ruim,
Tem sim,
Muita chance de piorar.
Aí eu me pergunto,
Por que me confessar?
Pra um mentiroso safado,
Que maltrata criancinhas.
Ou então dá dinheiro pra igreja?
E vê o bispo sacana
Rodeado de mulher,
Tomando uma cerveja
Num iate em alto mar.
Como fugir da alienação?
Me dê um gole de sossego,
Em uma varanda silenciosa.
Como evitar a alienação?
Leia um livro e desligue a televisão. 

Camila Rodrigues.

GOTAS DE CHUVA


GOTAS DE CHUVA

Estava ali,
E nada me tirava do encanto,
Seguindo hipnótico as gotas de chuva
Que me guiavam por um caminho estreito
Até chegar dentro de mim.
Tendo eu,
Toda tristeza do mundo ao meu dispor
Encontrei consolo nos braços frios da saudade,
Que ao ver-me hirto e só
Reconheceu somente o teu semblante
Refletido em meus olhos.
Não satisfeito,
O adeus rodopiou com seus pés de fogo
Em meu coração em brasa,
E fez jorrar um rio de lágrimas,
Que lavou a minha dor
E aliviou a minha alma.

Camila Rodrigues.