quarta-feira, 11 de julho de 2012

POETISA...


POETISA...

Acho que mereces um poema,
Não só por que és bela e ofegante,
Mas por que és tu morena como a primavera
Tens no olhar um diamante.
Quando poderei tocá-la...
Fico só imaginando,
Que cheiro tem o teu cabelo...
Fico idealizando.
Só por que és tu,
Morena cor de canela,
A minha florzinha mais bela
Minha poetinha safada.


Camila Rodrigues.

obs: autor da imagem desconhecido.

domingo, 8 de julho de 2012

COMPOSITOR


COMPOSITOR

Tantas perguntas
Me vem a cabeça,
E não consigo perguntar.
Com medo que você me esqueça,
Começo a falar, falar, falar...
Você me conhece tão bem,
Já sabe tão bem meus defeitos,
Como não ficou satisfeito
Resolveu comigo se amigar.
Agora já acostumado,
Ficou feito bebê mimado.
Se aninha gostoso ao meu lado,
Me mostra alguns de seus fados
E diz que quer me ouvi cantar.
E Eu que a ti não resisto,
Tudo o que ouço repito,
E Canto teus fados bonitos
Minutos antes de te amar.

Camila Rodrigues.

É O QUÊ HOMI...


É O QUÊ HOMI...

São tantos pensamentos que não consigo me concentrar:
Como posso ser a mesma pessoa de tantas formas diferentes,
Como eu posso amar, de tantas formas diferentes,
Pessoas tão diferentes,
Envolver tantas pessoas na mesma história,
E interferir na vida de tantas pessoas ao mesmo tempo.
Não sei, mas gosto de fazer parte dessa realidade tão pulsante e inevitável,
Como se de alguma forma eu conhecesse as pessoas,
E sei quase exatamente, como elas vão agir, como se eu de certa forma
Mantivesse o controle e pudesse prever o futuro.
E de repente, uma surpresa!
De forma Que não podemos resistir
Ao encanto das novidades...
Acho que todos nós devemos interferir
Na vida de algumas pessoas, durante algum tempo...
Mas sempre focado no presente e vislumbrando o futuro,
Pra que não seja pego desprevenido.
Mas sem nunca sair do presente.
Apurar todas as energias de suas ações.
E respeitar as diferenças, as idéias, os limites...
É importante se respeitar os limites.
Respeitar o fato de que tudo tem um limite,
E fazer o bem, sempre...
Em qualquer situação, escolher o que é bom,
O que faz bem ao próximo.
Agir sempre com amor e paixão,
Pra que seja sempre belo...
E pra que a dor sempre possa valer a pena.

Mila Souza.

Antônio Rebouças Falcão http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/posts/default


ADEUS
Quando, ontem, me disseram que as asas se dobram ali e se quebram acolá, fiquei apreensivo. Preparo-me para a fuga permanentemente. Minhas asas, já cansadas pela idade, pouco me adestram. Mas pensei, pensei no nó frígio, o que é incontornável e intransponível: fugir para onde? A mais inconveniente das indagações, a que me põe diante de mim e do tempo, do inamovível. Fugir? Não. Desaparecer. As asas serão as folhas secas sobre que até as árvores desconversam. Livre, serei memória, móvel como todas, intangível. Um chocolate esquecido no assento, no vagão de um trem sem trilhos.


de