quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SEM MAIS

SEM MAIS

Não te quero mais, amor leviano,
Sem futuro, que confunde e que maltrata,
Não te quero mais, amor babaca.
Não te quero mais preso entre as minhas pernas,
Não te quero mais debaixo dos meus lençóis,
Não te quero mais com teus beijos molhados e teus abraços quentes,
Não te quero mais com tua respiração ofegante em minha nuca, causando-me arrepios,
Nem quero ouvir, nunca mais, os teus gemidos.
Não te quero rondando os meus pensamentos,
Nem divagando as minhas horas,
E juro, com todas as minhas forças,
Que não quero mais,...
Ama-lo.





Camila Rodrigues.

LIBERDADE?...

LIBERDADE?...

Meus versos
São como lágrimas sobre o papel.
Meu peito arde 
Como a pele em volta da queimadura.
Meu silêncio 
Uma discreta característica da melancolia,
Meus pensamentos, só agonia,
E impregnou com o teu cheiro todas as saudades.
Meu amor tornou-se um triste fato,
E está guardado, 
Para esconder as lembranças e o teu sorriso no retrato.
As horas tornaram-se tão longas,
Que tanto faz se é dia ou se é noite,
Nesta prisão fria, que tua ausência silencia,
E faz a tão sonhada liberdade, querer mais que tudo,
Ver-me preso em teus braços.



Camila Rodrigues.

UM SILÊNCIO QUE DIZ...

UM SILÊNCIO QUE DIZ...

Mergulhei nas ondas dos teus cabelos,
E me afoguei em teus cachos.
Desejei tão fortemente, que quando notei, estava em teus braços,
Aquecido pelo calor do teu corpo,
Acalentado por teus afagos.
As noites de boêmia,
Abandonei, para estar sempre contigo.
No entanto partis-te,
Levando embora o teu sorriso
Esvazias-te o meu mundo.
Ao distanciar o brilho dos teus olhos, dos meus, cegou-me,
E largou-me num poço frio, de dor e saudade,
Onde as lágrimas gritam teu nome,
E ouço lá no fundo da minha alma
Um silêncio que diz;
Não mais.





Camila Rodrigues.