sexta-feira, 9 de agosto de 2013

UMA NOITE NO MEIO...

UMA NOITE NO MEIO...

Enfim,
A noite passou,
E levou junto com ela mais um tanto de esperança,
Levou a ansiedade que deu sentido aos meus dias depois que te encontrei
E o sabor amargo da cachaça que tomei por tua causa.
Tirou de mim tudo o que você deixou, e foi menos, embora pareça nada.
A noite passou e foi decisiva
Com relação a nossa ridícula trajetória,
Determinou um tempo lógico para os nossos dilemas.
Embora pareça confuso,
A noite também insiste em trazer-te aos meus pensamentos,
Mesmo contra o meu querer,
Durante muito tempo me põe atento aos momentos que passei contigo.
Eu confuso...
Tento esquecer teu sorriso,
Antes de dormir, ou pelo menos depois de acordar.


Camila Rodrigues.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O QUE VOCÊ DEIXOU...

O QUE VOCÊ DEIXOU...

A ausência que você deixou
Não teve tempo de ser profunda
Foi como uma poça de água de chuva,
Que logo em seguida secou...
A saudade que você deixou
É confusa, estonteante,
Fundamenta-se em suposições
A cerca do que talvez se passou.
Foi quase nada, não levou nada, e consequentemente,
Nada também deixou.
Mas ficou escondido em algum lugar do meu corpo
O vestígio quente e úmido,
Que revira as minhas lembranças turvas
Na tentativa de saciar o que ficou,
Que não é profundo...
É como uma poça de água de chuva,
Daqui a pouco seca...


Camila Rodrigues.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

EM COMUM...

EM COMUM...

No fim da estória
Bastante encabulado
Largou-me e foi saindo
Meio que sem querer...
Sem perguntas ou respostas,
Apenas mais uma despedida
Nas entranhas esperançosas de uma cidade perdida.
Entre os goles amargos dos que ficaram...
E as consequência dos que partiram,
Em comum...
Só a saudade,
Que acompanha quem chega, passa ou fica.


Camila Rodrigues.

AMAR DE NOVO?

AMAR DE NOVO?

Agora,
Já não me pertence mais o amargo dos dias,
Nem me ofende a indiferença do sono tranquilo.
Também deixei pra traz
As ilusões dos doces sonhos
E a imensidão da minha alma
Já não se preenche com o vazio das expectativas frustradas.
Sinto somente
A presença fúnebre da saudade impertinente,
Que me arrebata sem que eu perceba
E leva-me direto ao encontro imaginário
Dos teus olhos tristes e sombrios.
Talvez um dia, quem sabe,
Eu volte a amar de novo...
Só que dessa vez diferente,
E da mesma forma...


Camila Rodrigues.