sábado, 6 de abril de 2013

SACO CHEIO


SACO CHEIO

Nada justifica este vazio
A não ser,
O meu apresso pela arte,
Todos estes questionamentos
Vulgares e mesquinhos
Tornam-me repetitivo e ninguém merece.
Não quero mais falar de amor,
Estou de saco cheio de dor
E não suporto mais saudade.
Não fale asneira,
Fica ai se lamentando
E nem lamenta de verdade.           
Também já estou de saco cheio,
Nada dura para sempre,
E amor não é vaidade.


Camila Rodrigues.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

NA BOA

NA BOA

Pra mim não basta à ausência,
Nem mesmo o tempo ou a distancia,
Pra mim não faz diferença.
Sei de todos os detalhes do adeus,
Só não lembro muito bem o porquê,  
Ás vezes nem importa.
Não pretendo voltar ao passado,
Faz tempo que minha única pretensão é esquecê-lo,
Mas também, sem sucesso.  
Apenas deixe-me em paz,
Saia de dentro dos meus sonhos
E pare de assombrar meus pensamentos,
Leve contigo também os teus vestígios.
É o teu cheiro que não sai de mim,
A tua voz no meu ouvido,
É o meu calor em teu corpo,
E nosso corpo... desejo.
É difícil esquecer e doloroso lembrar,
Mesmo assim se eu pudesse,
Acordar só um dia sem sofrer assim,
Aí sim, ficava tudo numa boa.

Camila Rodrigues.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

VÁ SE FERRAR E VOLTE

VÁ SE FERRAR E VOLTE

Então as estrelas perderam o brilho
E as flores já não enfeitam o jardim,
As lagrimas que escorrem sem sentido corpo a fora
Denunciam a tua ausência e deixam-me pensativo.
Dá pra notar que te perdi,
Nem preciso falar, o corpo entrega tudo,
O brilho opaco dos olhos cansados por mais uma noite de tristeza e dor,
Dizem claramente acerca destas coisas,
Minha dor é exposta, avaliada, julgada e quase nunca compreendida,
E tua indiferença
Condena minha rotina a uma tortura sem fim.
Tenho que entender que tudo acabou,
Que é triste,
Mas a vida é assim
Sabemos que foi bom enquanto durou,
Também sabemos que tudo tem fim.
Agora vou recomeçar e mais uma vez me vejo sozinho,
Quanto a você;
Vá se ferrar,
E volte chorando para os meus braços.

Mila souza

domingo, 31 de março de 2013

AUSÊNCIA E DESESPERO



AUSÊNCIA E DESESPERO

As fotografias
Agora desbotadas e tristes,
Como nós,
Modificadas pelo tempo,
Guardam o segredo do amor que vivemos juntos.
As flores murchas no jardim
Já secas de saudade,
Relembram com vaidade o triste adeus em teus olhos.
Sem falar na poeira que cobre os móveis de lembranças
Deixando o meu coração vazio de esperança,
E inundando o meu corpo
Com ausência e desespero.

Camila Rodrigues.