quinta-feira, 14 de junho de 2012

SAUDADE


SAUDADE

A saudade, Sei lá como,
Veio aqui me visitar
Achei que tinha conseguido,
Dela, fugir e escapar
Mas a danada arteira
Procurou-me até achar.
Agora todas as noites
Vem comigo se deitar.
Ela é boa companheira
Não me deixa um só instante
Fica sempre me lembrando
Do que foi e não é mais.
Testa a minha paciência
Incansável, relutante
Se eu fico ela pega,
Se eu corro vai atrás.

Camila rodrigues           
  

quarta-feira, 13 de junho de 2012

POESIA INÉDITA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.


QUASI-NOCTURNO, EM VOZ BAIXA

Tuas mãos envelhecem,
Na prata fosca do silencio.

O silencio pelo crepúsculo,
É um arminho
Onde as mãos repousam com doçura.

Tuas mãos, no silencio,
Pelo crepúsculo, são mais finas

O silencio, O doce silencio,
Vestiu de cinza transparente
As tuas mãos pelo crepúsculo.

Esta poesia faz parte de um material inédito que está sendo publicado pela editora Cosac Naify com poesias de Drummond. Este é um dos poemas que dão vida ao livro 25 Poemas da Triste Alegria, que faz parte de um arsenal com mais de 12.000 exemplares da literatura Brasileira, pertencentes ao ensaísta e critico literário Antonio Carlos Secchin. Todo o material encontra-se em perfeitas condições, o que possibilitou a edição e agora lançamento do livro, uma raridade de edição artesanal e datilografada pela então noiva de Drummond, Dolores Dutra de Moraes.
O titulo original é aprendiz.

TEMPO


TEMPO
 
Depois de tantos beijos e planos,
Encontros e desencontros
Encantos e desencantos,
Aqui estou eu.
Revirando nossas fotos,
Revendo nossos sorrisos,
Relembrando um passado
Que parece tão presente.
E que num dia como esse
De saudade tão pungente,
Me faz pensar em tudo o que acabou.
Acabaram-se as mentiras,
As mãos passeando nos cabelos,
Acabaram-se os apelos
E os pedidos de perdão.
Acabou o aconchego e o alívio do desejo
Acabou também o medo
De mais uma decisão.
Acabaram os momentos
De carinhos tão ousados,
Os silêncios tão marcados
Por dores e discussões.
Só ficou aquela falta
E o cheiro no travesseiro
E o pensamento confuso
Lotado de solidão.

Camila rodrigues


terça-feira, 12 de junho de 2012

MEIA DUZIA, SEIS


MEIA DUZIA, SEIS.

Depois de tantos beijos e planos,
Encontros e desencontros
Encantos e desencantos,
Aqui estou eu.
Revirando nossas fotos,
Revendo nossos sorrisos,
Relembrando um passado
Que parece tão presente.
E que num dia como esse
De saudade tão pungente,
Me faz pensar em tudo o que acabou.
Acabaram-se as mentiras,
As mãos passeando nos cabelos,
Acabaram-se os apelos
E os pedidos de perdão,
Acabou o aconchego e o alívio do desejo
Acabou também o medo
O ciúme a devoção.
Acabou a alegria e o gosto por viver
Troquei a falsa felicidade 
Por uma triste verdade
Só preciso te esquecer.

Camila rodrigues

AOS NAMORADOS


12-06-2012

Largou-me,
Deixou-me nua em cima da cama,
Delirando de prazer
E foi banhar-se com espuma.
E eu observava ao longe
Através da porta de vidro
A água bailando em seu corpo
Molhando seu sexo e inundando
A minha imaginação.
Nem mesmo a exaustão
Me impediu de te amar tanto,
Tanto, tanto...

Camila rodrigues

ME PERMITA APAIXONADO

ME PERMITA APAIXONADO

No amor, não me aconchego
Seus males, conheço bem
De suas dores estou farta
E no fim nem vai, nem vem.
Me Permita apaixonado,
Não se sinta ameaçado
Pela falta de um bem,
É melhor viver sozinho
Do que sofrer por alguém.
Pensei que quando o amor chegasse
Tudo em mim renovaria
Pegava toda tristeza
E transformava em alegria.
Devo ter amado errado,
Acho que não entendi
É que depois de ter amado
Da alegria me esqueci
Agora passo a noite em claro
Tentando compreender
Terei eu amado errado
Ou quem me tem do amor falado
Esse nunca amou ninguém.

Camila rorigues

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O TEMPO DAS COISAS


O TEMPO DAS COISAS

O poema que escrevi antes da chuva
Falava de dor, de amor, e de lamento
Quase um poema tormento,
Ás vezes quase sem dor.
Outras vezes tão realista que
Que Quase tinha perfume e sabor.
Sempre fruto de um sentimento,
Aquele, que por um momento
Do poeta se apoderou.
Aí veio a chuva e fechou o tempo,
A água veio e o poema levou
Agora o poema se faz novo,
Pois começa um novo tempo.

Camila rodrigues

domingo, 10 de junho de 2012

HOMENAGEM A PAULO NETO


PAULO NETO

Neste lugar
Preenchido pela dor,
Onde ninguém
Tem mais saco pra ouvir a verdade
Que culpa os pais e a sociedade,
Por mais um "bandidinho" 
Morto no asfalto.
Rostos que já não se surpreendem
Nem se comovem com as lágrimas que desabam
De uma mãe, que entre um soluço e outro,
Agradece a Deus,
Pois agora ela sabe exatamente
Onde está seu filho.

camila rodrigues

Natal, 2012
Para um menino morto atropelado
após cometer um assalto no centro da cidade.

SÓ...


só...

Só assim,
Quando pensar que tudo acabou,
Vai encontrar a força no amor
Que um dia, quase te fez desistir
De tentar outra vez.
Só então,
Quando abrir de vez seu coração,
Quando se entregar a Emoção,
Vai se libertar da solidão
E ver que nada disso foi em vão.

Camila Rodrigues.