segunda-feira, 28 de outubro de 2013

APENAS SERIA...

APENAS SERIA...

Seria eu, a poesia muda que cala teus versos...
Nas noites em que a solidão te faz companhia.
Seria minha a mão que te acaricia os lábios...
E que desvenda os teus detalhes,
Seria meu o toque que percorre o teu corpo.
Sim, seria eu o vento malicioso por debaixo das cobertas,
Que provoca calor, ao invés de frio...
Minha, a respiração ofegante que toca teu rosto
E assanha os teus cabelos,
Meu, o corpo que te aquece...
Seria eu a razão para teus dias felizes.
Enfim, seria tua...
Mas apenas seria...


Camila Rodrigues.



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