APENAS SERIA...
Seria eu, a poesia
muda que cala teus versos...
Nas noites em que a
solidão te faz companhia.
Seria minha a mão
que te acaricia os lábios...
E que desvenda os teus
detalhes,
Seria meu o toque
que percorre o teu corpo.
Sim, seria eu o
vento malicioso por debaixo das cobertas,
Que provoca calor,
ao invés de frio...
Minha, a respiração
ofegante que toca teu rosto
E assanha os teus cabelos,
Meu, o corpo que te
aquece...
Seria eu a razão
para teus dias felizes.
Enfim, seria tua...
Mas apenas seria...
Camila Rodrigues.

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