sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

PRAZER OBTIDO


PRAZER OBTIDO

Achei a lembrança do teu sorriso
Perdido em meio as minhas recordações,
E por alguns momentos
Cheguei a sentir saudade.
Procurei mais um pouco,
E resgatei o teu cheiro
De relance em alguma parte do meu corpo,
E quando fechei os olhos
Quase pude vê-lo.
Então foi como se eu pudesse senti-lo,
Desapontei-me apenas ao abrir os olhos
E dar conta da ausência dos teus beijos,
Costumeiros,
 Após a vibração incontrolável,
E o relaxamento inerente ao prazer obtido.

Camila Rodrigues.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

INGÊNUO E LASCIVO


INGÊNUO E LASCIVO

O sentimento de desapego que tenho em relação a você,
Faz-me parecer ingênuo e lascivo quando te vejo.
E os traços de realidade que alimentam minhas ilusões,
São como flechas de mentiras,
Saudades e frustrações.
Em meus sonhos te amo,
E tão pouco te vejo,
Que nem sei se são teus os traços que idealizo,
Em meus delírios quando te beijo.

Camila Rodrigues.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

RESTO DE AMOR


RESTO DE AMOR

O que restou do nosso amor
Foram as poesias,
As mais fúteis e insignificantes poesias.
Poesias tristes e sem melodia
Que nunca seriam canção,
Carrego em melancolia.
Poesias que não falam a verdade,
Pois contam a história do falso amor
Que vivi contigo.
Um amor feio e cheio de hipocrisia
Que parece com tudo que você é,
Belo como a mentira.
Mentira que me fez crê
Que meu triste poema não mais choraria,
E que a poesia
Encontraria o compasso
Em tua melodia.

Camila Rodrigues.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Balada da Arrasada


Balada da Arrasada


Entregou-se sem um zelo ao apelo de sorrir
Ofertou-se inteira e dócil a um fácil seduzir
Sem saber que o destino diz verdades ao mentir
Doce ilusão do amor...
Doce ilusão do amor...

Arrasada, acabada, maltratada, torturada
Desprezada, liquidada, sem estrada pra fugir
Tenho pena da pequena que no amor foi se iludir
Tadinha dela...
Tadinha dela...

Hoje vive biritada sem ter nem onde cair
Do Acapulco à calçada ou em frente ao Samir
Ela busca toda noite algo pra se divertir
Mas não encontra, não...
Mas não encontra, não...

Desespera dessa espera por alguém pra lhe ouvir
Sente um frio na costela e uma ânsia de sumir
Transa modelito forte, comprimidos pra dormir
E não acorda mais...
E não acorda mais...

Angela Rô Rô

sempre tem poesia...
www.poesia-pra-quem.blogspot.com.br

MENTIRAS E FATOS


MENTIRAS E FATOS

As palavras tristes
Que foram escritas em vão,
Encheram os meus versos de saudade.
Então revirei as minhas lembranças
Pra organizar de vez a bagunça que você deixou,
E tirar a poeira que cobre os meus sentimentos.
Banhei com lágrimas
Todas as lembranças que guardam você em mim,
E fiz um patético poema de amor
Em homenagem a você,
Pra enterrar no intimo do meu ser
Junto com as cinzas do nosso amor,
Que foi queimado por mentiras e fatos.

Camila Rodrigues.