quinta-feira, 21 de junho de 2012

MOTORISTA EMBRIAGADO

MOTORISTA EMBRIAGADO

Seu moço se avexe,
Venha logo, vamos lá,
Eu preciso resgatar,
O corpo do meu filho amado.
Não fumava, nem bebia,
Estava indo trabalhar,
E agora, vejo ele
Nesse chão estraçalhado.
Perdoe-me senhor Deus
Por tudo que tenho pensado...
Prefiro enterrar meu filho,
Um moço bom e amado,
Do que ter em minha casa
Um desumano irresponsável
Que tira a vida de inocente
Por achar que é prudente
Dirigir embriagado.

Camila Rodrigues.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

EU, TU, EU...


EU, TU, EU...

Ao teu lado
Não me encontro,
Me perco
E nesse momento
Nem sinto os pés no chão.
Me desespero,
Por que não me concentro.
Depois de ti,
Tudo vira confusão.
Nem mesmo eu,
Que pouco me conheço
Consigo não notar tua presença,
E sei bem o que me coloca no eixo
Eu Só sou eu,
Diante de tua ausência.

Camila rodrigues

terça-feira, 19 de junho de 2012

INVASOR


INVASOR

Nem toda sua segurança
Conseguem me inibir
Suas travas, suas trancas
Nunca vão me impedir.

Sou expert no assunto,
Ckrak em fazer tudo errado
Eu arrombo sua porta
Destruo seus cadeados.

Torça pra não está em casa
No seu canto sossegado
As lembranças são profundas,
E o trauma é incurável.

Quando invado, furto, roubo
Deixo tudo revirado.
Vou prender o seu futuro
Nesse momento passado.

Camila rodrigues

POESIA INÉDITA DE DRUMMOND


A SOMBRA DO HOMEM QUE SORRIU

Ah! Que os tapetes não guardem
A sombra inútil dos meus passos...
Eu quero ser, apenas,
Um homem que sorriu e que passou,
Erguendo a taça, com desdém.


Esta poesia faz parte de um material inédito que está sendo publicado pela editora Cosac Naify com poesias de Drummond. Este é um dos poemas que dão vida ao livro 25 Poemas da Triste Alegria, que faz parte de um arsenal com mais de 12.000 exemplares da literatura Brasileira, pertencentes ao ensaísta e critico literário Antonio Carlos Secchin. Todo o material encontra-se em perfeitas condições, o que possibilitou a edição e agora lançamento do livro, uma raridade de edição artesanal e datilografada pela então noiva de Drummond, Dolores Dutra de Moraes.
O titulo original é aprendiz.

SOLTAS NO TEMPO


SOLTAS NO TEMPO

Depois das risadas soltas no tempo,
Das mensagens bobas no celular
E das briguinhas que não passavam
De razão pra se ter
Uma tórrida noite de amor.
Ficaram as gotas de chuva num pedaço de papel
As recordações com requinte de tortura
A saudade inconveniente
Que não larga do meu pé.
E esse cheiro forte de solidão
Deixando tudo a minha volta com um ar
Melancólico, e a chuva...
Só ela traduz o que sinto agora...

Camila rodrigues