quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DELIRAR DE POEMA...

DELIRAR DE POEMA......

A solidão que eu sentia
Já não me bastava,
Queria o frio sombrio das noites sem lua,
Queria sentir o trajeto da dor, das lágrimas...
Agarrar-me a tua ausência, com ânsia de vômito,
E estrangular essa maldita saudade.
Queria quase morrer,
Ser o pior dos covardes,
Bater em tua face, rasgar tua roupa e beijar,
O teu tudo...
E delirar de poema...
Nas cores do teu corpo...


Camila Rodrigues.

domingo, 11 de janeiro de 2015

SINTO, MUITO...

SINTO, MUITO...

Nosso olhar
Vivenciando o encontro silencioso das almas,
E a leveza do sorriso no encanto dos teus lábios
Que não vi...
Tudo isso é saudade que não tenho,
Posto que esse amor eu não vivi.


Camila Rodrigues.

QUEM DERA...

QUEM DERA...

Um choro sem lágrimas,
Por dores que não tenho.
O tempo, o sol, o céu,
Tudo continua igual.
O perfume das flores
Embala o sono tranquilo,
No balanço da rede
Compõem-se os sonhos.
O pássaro traz a noite em seu canto,
Enquanto o mar recita seus versos
Encharcados de melancolia.
Timidamente,
Encaro a lua e escrevo algo,
Quem dera fosse poesia...


Camila Rodrigues.