quarta-feira, 19 de março de 2014

DESAMOR...

DESAMOR...

Desde o momento em que pude observar
O meu reflexo em teus olhos gentis,
Prendi-me em teu sorriso,
Descobri-me em teu toque.
Do que fala o teu olhar?
O que guardam os teus segredos?
O que sente o teu toque?
Distante de tudo o que afago, beijo...
Vens através de teus tristes versos,
Cheirando a perfume barato,
Passivos como os teus gestos,
Impunes, como os teus atos.
Meus poemas tornaram-se tristes
Como uma incelença,
É o canto choroso
Das viúvas de teu amor.
Tão jovem, tão forte e tão bonito,
Morreu sufocado
Entre esperneios e gritos,
Foram as tuas mentiras
Que o matou.
Sem ti,
O meu mundo é triste
Só deus sabe da saudade que persiste
Por causa da dor que insiste,
E impunemente existe,
Debaixo dos lençóis
Onde não mais deitou.



Camila Rodrigues.

terça-feira, 18 de março de 2014

IRÔNICA MENTE...

IRÔNICA MENTE...

O brilho silencioso em teus olhos
E o discurso sombrio contido na ausência de tuas palavras fez parar o tempo.
A imagem turva, as mãos trêmulas,
E um orgulho insano
Implorando por dignidade,
Compaixão ou um pouco de piedade.
Vejo nas fotografias a imagem confusa do teu sorriso
E isso me põe triste, é fato.
Saber de teus beijos, teus toques e teus desejos,
Todos meus, dedicados a outro corpo,
E os meus versos, todos teus,
Realizando-se em outros lábios.

Camila Rodrigues.