quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SEREIA...

SEREIA...

A beleza impar dos teus olhos castanhos,
Belos, tristonhos,
A qualquer um incendeia,
Encanta, fascina
Com tua intensa leveza,
Enfeitiçou-me (marujo)
Ao ouvir teu canto,
Sereia noturna do corpo fechado,
Quem dera ver-me em teus olhos nublados...


Camila Rodrigues.

FAROL...

FAROL...

Paro no sinal,
Sigo hipnótico,
É só o transito, tento entender
Algo vem me esclarecer,
Ou confundir, inebriar.
Mas essa ideia me conforta,
Fecho e abro os olhos mais uma vez...
Enxergo com nitidez.
Estamos tão aflitos,
Para partir, para voltar,
Que nem pensamos em ficar
Só numa boa...
O transito e sua avidez,
Eu penso mais uma vez,
Me identifico mais com os faróis
Que com vocês...


Camila Rodrigues.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

QUE SEJA...

QUE SEJA...
 
Algumas vezes
Forço a memória,
Revirando as lembranças em busca de ti.
Assim, quem sabe,
Eu encontre perdido em teus olhos
Os poemas que não fiz.
O tempo que te aparta não finda,
Aumentando a distancia,
Já grande entre a gente.
Meu mundo,
Exageradamente vazio de ti,
Não lamenta, nem cogita,
Implora pelo sono,
Onde enfim, em sonho,
Podemos estar, ou não...
Que seja...


Camila Rodrigues.