sábado, 29 de novembro de 2014

REPETINDO...

REPETINDO...

O adeus,
Ficou preso em teus lábios,
Escorreu por teus olhos,
Recôndito, calado.
O teu silencio,
Foi aos poucos, mutilando a minha alegria,
Transformando em agonia,
A dor, o tédio...
Ouço o teu pranto
E não me parece tristonho,
O teu olhar, tão belo,
Parece medonho,
Eu vou te repetindo em meus versos...


Camila Rodrigues.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SEREIA...

SEREIA...

A beleza impar dos teus olhos castanhos,
Belos, tristonhos,
A qualquer um incendeia,
Encanta, fascina
Com tua intensa leveza,
Enfeitiçou-me (marujo)
Ao ouvir teu canto,
Sereia noturna do corpo fechado,
Quem dera ver-me em teus olhos nublados...


Camila Rodrigues.

FAROL...

FAROL...

Paro no sinal,
Sigo hipnótico,
É só o transito, tento entender
Algo vem me esclarecer,
Ou confundir, inebriar.
Mas essa ideia me conforta,
Fecho e abro os olhos mais uma vez...
Enxergo com nitidez.
Estamos tão aflitos,
Para partir, para voltar,
Que nem pensamos em ficar
Só numa boa...
O transito e sua avidez,
Eu penso mais uma vez,
Me identifico mais com os faróis
Que com vocês...


Camila Rodrigues.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

QUE SEJA...

QUE SEJA...
 
Algumas vezes
Forço a memória,
Revirando as lembranças em busca de ti.
Assim, quem sabe,
Eu encontre perdido em teus olhos
Os poemas que não fiz.
O tempo que te aparta não finda,
Aumentando a distancia,
Já grande entre a gente.
Meu mundo,
Exageradamente vazio de ti,
Não lamenta, nem cogita,
Implora pelo sono,
Onde enfim, em sonho,
Podemos estar, ou não...
Que seja...


Camila Rodrigues. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

APENAS...

APENAS...

A poesia largou-me
Isolado num canto,
Como que, se por encanto,
Acabaram-se todos os versos.
Deixou-me triste
Num soturno inverno,
Consolado apenas
Pelo som do meu pranto.


Camila Rodrigues.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

QUE TE ENVOLVE...

QUE TE ENVOLVE...

A chuva trouxe a poesia
Encharcada de saudade,
Não há sinal de tua ausência dentro de mim.
O vento frio que entra pelas frestas da porta
Repetem teu nome, intimo e suave...
O tempo passa,
E são somente horas,
E o que são horas afinal...
Sem ti,
Nem mesmo o tempo resiste,
Sonolento, vaga noite à dentro,
Procurando a minha poesia
Que te encharca e te envolve em meus versos...


Camila Rodrigues.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A MAR...

A MAR...

A lua olhou-me na alma
E cobrou-me a tua poesia,
Aquela que ficou presa em meus olhos
A mesma que arrepiou minha pele,
Fatídica noite fria.
A saudade te repete em meus versos
Como parte incondicional dessa distancia,
Meu olhar vazio de ti
Traz o brilho triste dos dias de inverno.
E como um velho marinheiro
Encontro paz
Na imensa solidão do teu amar...


Camila Rodrigues.

...

...

Nos braços de quem o toca
Está todo o meu desejo,
No encanto dos teus lábios
Os meus beijos,
E na ausência todo o desespero e ansiedade.
É quando não somos amantes que o tempo arde,
Confunde a dor
Castiga a alma, ironiza os sonhos,
Desfaz a calma...
Buscando-te...
Encontro-me em meio aos versos
De saudade sublimada,
Com um pouco de angustia,
E um Q de tédio.


Camila Rodrigues. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

LAMENTO...

LAMENTO...


Não me apetece teus ilusórios beijos frágeis,
Nem saber do corpo frio que aqueces com teus lábios.
As ilusões dos afagos teus,
E tuas promessas falíveis,
Teus desenganos,
Guarda para ti
Com tuas dores e fardos.
E deixa-me num canto lúdico da tua memória,
Sofrendo por um amor,
Que lamento,

Não existe...


Camila Rodrigues.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TEUS SABORES...

TEUS SABORES...

O brilho do teu olhar
Ilumina tudo o que vejo,
É o teu toque,
Singular, arteiro, profano.
Sinto, ainda,
O frescor das doces horas ao teu lado,
Tens o sabor provocante da saudade,
Da malícia elegante
Contida em teus gestos de amante,
E todos os teus sabores,
Banhando meus lábios
E escorrendo em mim...

Camila Rodrigues.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PELA MADRUGADA...

São as ondas,
Do mar e teu cabelo...
O cheiro de brisa em teu corpo,
O vento sapeca,
Sacudindo de leve um cacho dissonante em meu rosto,
Perfumando o ar que respiro,
Esclarecendo o porque dos poemas que te fiz.
É o universo, meu fiel aliado, que vez por outra, presenteia-me com tua doce voz ao pé do meu ouvido, Dizendo-me delícias acerca dos prazeres que sentes em minha companhia.
O som produzido pela doce melodia de teu sorriso dengoso,
Com os olhos levemente fechados,
E o corpo sutilmente aberto,
Pela madrugada,
alma à dentro...

Camila Rodrigues.



SONS E SILÊNCIOS

SONS E SILÊNCIOS

É noite...
Só mais uma noite,
Com seus sussurros, seus ruídos.
Noite de sons e silêncios,
De amor e suplicio.
Noite de sabores e vícios,
De canções, poemas.
Noite de versos tristes,
Com pesar de dilema.
Noite de composição,
De uma triste canção,
Tendo o amor como tema.


Camila Rodrigues. 

segunda-feira, 24 de março de 2014

GOTAS DE CHUVA...

GOTAS DE CHUVA...

Eu
Atento,
Observava as gotas de chuva
Que iam cuidadosamente molhando-te,
Umedecendo as ondas dos teus cabelos,
Que sutilmente cobriam-te os olhares.
Obstante, confuso,
Sem saber se é o teu sorriso,
Ou teus gestos que me cativa mais.
Que privilégio
Exaurir-me em teu corpo,
Dormir em teus braços
Envolto em teus encantos.
Sou feliz
Por sentir teus sabores,
Inspirar os teus versos,
Ser um dos teus amores.




Camila Rodrigues.

quarta-feira, 19 de março de 2014

DESAMOR...

DESAMOR...

Desde o momento em que pude observar
O meu reflexo em teus olhos gentis,
Prendi-me em teu sorriso,
Descobri-me em teu toque.
Do que fala o teu olhar?
O que guardam os teus segredos?
O que sente o teu toque?
Distante de tudo o que afago, beijo...
Vens através de teus tristes versos,
Cheirando a perfume barato,
Passivos como os teus gestos,
Impunes, como os teus atos.
Meus poemas tornaram-se tristes
Como uma incelença,
É o canto choroso
Das viúvas de teu amor.
Tão jovem, tão forte e tão bonito,
Morreu sufocado
Entre esperneios e gritos,
Foram as tuas mentiras
Que o matou.
Sem ti,
O meu mundo é triste
Só deus sabe da saudade que persiste
Por causa da dor que insiste,
E impunemente existe,
Debaixo dos lençóis
Onde não mais deitou.



Camila Rodrigues.

terça-feira, 18 de março de 2014

IRÔNICA MENTE...

IRÔNICA MENTE...

O brilho silencioso em teus olhos
E o discurso sombrio contido na ausência de tuas palavras fez parar o tempo.
A imagem turva, as mãos trêmulas,
E um orgulho insano
Implorando por dignidade,
Compaixão ou um pouco de piedade.
Vejo nas fotografias a imagem confusa do teu sorriso
E isso me põe triste, é fato.
Saber de teus beijos, teus toques e teus desejos,
Todos meus, dedicados a outro corpo,
E os meus versos, todos teus,
Realizando-se em outros lábios.

Camila Rodrigues.

sexta-feira, 7 de março de 2014

MORRO

MORRO

Eu me encontro zanzando,
Perdido nas entranhas do teu corpo, morro.
Me vejo vagando por tua curvas risonhas, felinas...
Meu olhar segue hipnótico,
Em busca das perguntas certas para as respostas que tenho.
Ciente de que é do teu corpo que jorra toda liberdade.
Eu, menino tristonho,
Quem diria que um dia desfrutaria de tamanha felicidade?
Na simplicidade de teus guetos,
Ao transbordar de alegria,
Em mundos coloridos que só eu vejo.




Camila Rodrigues.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SEM MAIS

SEM MAIS

Não te quero mais, amor leviano,
Sem futuro, que confunde e que maltrata,
Não te quero mais, amor babaca.
Não te quero mais preso entre as minhas pernas,
Não te quero mais debaixo dos meus lençóis,
Não te quero mais com teus beijos molhados e teus abraços quentes,
Não te quero mais com tua respiração ofegante em minha nuca, causando-me arrepios,
Nem quero ouvir, nunca mais, os teus gemidos.
Não te quero rondando os meus pensamentos,
Nem divagando as minhas horas,
E juro, com todas as minhas forças,
Que não quero mais,...
Ama-lo.





Camila Rodrigues.

LIBERDADE?...

LIBERDADE?...

Meus versos
São como lágrimas sobre o papel.
Meu peito arde 
Como a pele em volta da queimadura.
Meu silêncio 
Uma discreta característica da melancolia,
Meus pensamentos, só agonia,
E impregnou com o teu cheiro todas as saudades.
Meu amor tornou-se um triste fato,
E está guardado, 
Para esconder as lembranças e o teu sorriso no retrato.
As horas tornaram-se tão longas,
Que tanto faz se é dia ou se é noite,
Nesta prisão fria, que tua ausência silencia,
E faz a tão sonhada liberdade, querer mais que tudo,
Ver-me preso em teus braços.



Camila Rodrigues.

UM SILÊNCIO QUE DIZ...

UM SILÊNCIO QUE DIZ...

Mergulhei nas ondas dos teus cabelos,
E me afoguei em teus cachos.
Desejei tão fortemente, que quando notei, estava em teus braços,
Aquecido pelo calor do teu corpo,
Acalentado por teus afagos.
As noites de boêmia,
Abandonei, para estar sempre contigo.
No entanto partis-te,
Levando embora o teu sorriso
Esvazias-te o meu mundo.
Ao distanciar o brilho dos teus olhos, dos meus, cegou-me,
E largou-me num poço frio, de dor e saudade,
Onde as lágrimas gritam teu nome,
E ouço lá no fundo da minha alma
Um silêncio que diz;
Não mais.





Camila Rodrigues.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

NANDO REIS

NADO REIS

Você insiste em falar acerca de coisas,
Mas nunca tem o que dizer.
Saiba que meu coração não é brinquedo,
Nem coisa feita pra lhe entreter.
Vou ter que me acostumar sem seu sorriso,
Isso não faz diferença pra você.
Você me deu a maçã e me expulsou do paraíso,
Agora, só me resta te esquecer.


Camila Rodrigues.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

EU E VOCÊ, SEM VOCÊ...

EU E VOCÊ, SEM VOCÊ...

Não senti o teu cheiro,
Nem te fiz transpirar...
Infelizmente, não tenho notícias tuas.
Lembro teus gritos, abafados pelo meu travesseiro...
Nessas manhãs em que o dia tem cheiro   de chuva...
Eu pensei que o pior, era ficar sem te ver...
Acordar de manhã, toda irritadinha...
Eu pensei que o pior, era ficar sem você...
Revirando a bagunça,
Procurando a calcinha...
Até ai, tudo bem.
O problema é que:
Eu e você,
Sem você,
Restou quase nada,
Quase ninguém...





Camila Rodrigues.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

TUDO EM TI...

TUDO EM TI...

O teu sorriso encabulado, e o teu perfume, chegando por entre as flores...
Que nem existiam, antes de você passar...
As tuas curvas,
Tuas ondas,
Tuas cores,
Teus odores,
Teus sabores...
Tudo em ti é poesia...
Amores...
Temores...



Camila Rodrigues.

SAUDADES QUE NÃO TENHO...

SAUDADES QUE NÃO TENHO...

Arrancou-me súplicas e inverdades...
Assim,
Como quem quer amado ser...
Não contentou-se com o corpo,
E quis a alma, os versos,
Como se fosse algo á se dar e devolver...
Ou coisa que se entrega assim, tão fácil..., 
A um pálido apelo do prazer...
Quis muito, e teve, ou pelo menos acha que sim...
E eu,
Fui feliz em meus apelos,
Que são risos, guardados sobre o baú de saudades,
Que sei...
Não tenho.

Camila Rodrigues.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

TEMPO... TEMPO...

TEMPO... TEMPO...

É como se o tempo,
Fosse aos poucos, e dolorosamente, tirando você de mim...
A cada minuto que passa...
A cada noite que vai...
A cada lágrima pernóstica, que teimosamente cai...
A cada sorriso nervoso, no encontro confuso,
Que trêmulo e forçoso, resiste, mesmo inseguro.
A cada verso triste, que de minha pena sai...
É isso que o tempo faz...
Aos poucos,
Tirando-te vai...


Camila Rodrigues.

JASMIM...

JASMIM...

Em meu jardim, sem flor nem nada,
Eis que veio você a mim...
Coloriu os meus dias,
Sem sequer fazer nada,
Nisso que dá...
Ser flor bela...
Jasmim...


Camila Rodrigues.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NADA

NADA

Quantos passos,
Darei na direção errada?....
Quanto tempo, contarei ao contrario do teu tempo?
Que vestígios, deixarei em tua roupa, em tua boca, em teus cabelos?....
O que de ti levarei comigo?
Além da lembrança vaga, do teu gemido silencioso ao pé do meu ouvido?
Vamos, diga-me coisas...
Que quer ver-me de qualquer forma,
Para ter-me em teus lábios...
Romper os limites do meu corpo...
Alcançar minha alma,
Ou apenas, não me diga mais nada,
Nada.

Camila Rodrigues.

E AGORA?...

E AGORA?...

E agora?
Como olhar em teus olhos de criança?...
Como posso manter viva a esperança, de um dia vê-lo feliz?...
Diga-me como expressar a alegria em meus lhos,
Quando pela manhã, ao acordar,
Terei que encarar o assassino que sem querer, eu fiz?...
Meu sangue, meu suor e lágrimas,
Tudo acerca de ti.
Filho meu, pequenino,
Onde errei? O que fiz?...
Te amei tanto, desejei tanto, quando chegas-te, fui tão feliz,
Por um momento foi um milagre,
Nasceu pra mim, como sempre quis...
Agora, filho meu...
Não consigo olhar em teus olhos de criança...

Mila Souza.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NO MAIS...

NO MAIS...

O sol, não perdeu seu brilho,
E a noite, ainda tem luar...
O vento leve
Sopra em meu rosto uma brisa suave.
As estrelas
Guiam o meu caminho,
E o sorriso, também é de verdade,
Os sonhos, aqueles mesmos sonhos...
São cada vez, mais reais.
O perfume, o toque, o desejo...
Apenas tu, não estais...
No mais...
As coisas...
Continuam iguais...



Camila Rodrigues.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

INDIGNO BLUES

INDIGNO BLUES

Seguimos mais que juntos...
Dentro,
Numa companhia, atraente e inusitada...
Desbravamos juntos a madrugada,
Entre calor e arrepios,
Como duas almas no cio...
Inertes, delirantes...
Sob a fúria dos amantes...
Obsceno, mas sutil.

E de almas dadas,
Num leve momento,
Nosso espírito se entrelaçou,
É canção dos loucos,
Dance comigo, querido.
Tão esperto bem resolvido,
Com medinho do amor?!
É a canção dos loucos...
Eles não ouvem, querido...

Camila Rodrigues.


VERSO AO AVESSO

VERSO AO AVESSO.

Pensarei em ti,
Somente o quanto for necessário.
O corpo sente, o universo sabe...
A ausência, presente, é justa, tu bem o sabes...
Não te prendas ao vago,
Vazio, não existe,
Tu o preenches com elas...
As palavras...
Que são tuas.
O verso ao avesso...
Este sim...
Sou eu...


Camila Rodrigues.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

SATISFACTUS EST

SATISFACTUS EST

Então, veio a poesia
A mesma que me fez reverso
Que me ocupou a noite
Que me dominou o corpo
Em delirante açoite.
Iniciou sem nunca terminar
Consentida como o riso tragado
Esperou o refrão, outro mote.
Retornou ao tema armado
E ao suplicante amado.




MOISES LIMA.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CONSUMATUS EST

CONSUMATUS EST

Então, acabou a poesia,
Aquela, que me veio através dos versos.
A mesma que alterou meus dias,
Mudou minha rima e ocupou meus planos...
Acabou, antes mesmo de findar,
Sem sentido, como o pranto sobre o leite derramado...
Nem esperou outra estrofe, outro tema.
Acabou com um dilema:
Será sempre triste o fim de um poema?


Camila Rodrigues.