quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CIBERNÉTICO

CIBERNÉTICO 

Eu já senti saudades...
Eu já sofri por alguém...
Já passei noites em claro, remoendo dores,
Morrendo aos poucos.
Mas agora,
Ouço a tua voz e nunca falei contigo.
Sinto o teu perfume e nem conheço o teu cheiro.
É necessidade, e isso me põe aflito,
Como vou esquecer alguém que amo e nem conheço...



Camila Rodrigues.

TUA ESTAÇÃO...

TUA ESTAÇÃO...

Invade os meus pensamentos,
E quando está presente, preenche os meus olhos.
Confunde o meu sorriso e quando me toca quase me sente.
não me olha nos olhos,
Nem chega perto o bastante...
Diante de ti, sinto a eternidade e o tempo me parece indiferente.
Sob teus comandos até as palavras são mais doces,
E a brisa...
Tem cheiro de suor, desejo, cigarro e cachaça...


Camila Rodrigues.

DUO


DUO

No escuro dá pra vê melhor a tua ausência,
E possuí-lo é quase como não tê-lo.
Muito conveniente essa estória,
Sem feliz, nem pra sempre, sem zelo.
Por agora, apenas tu me enxergas,
E nem me distingui entre as cores.
É com versos que assola meus dias...
Madrugadas..., noites...
Em ti o que admiro desconheço,
Desdenho..., suplico..., envaideço...
E em meu intimo imaginário,
Em teus braços adormeço.

Enquanto estou diante de tua chama
Novamente me queimo nesse invisível inverno.
Enquanto te percebo intensa,
Finalmente me enterneço refeito, intenso em versos.
À noite que te fizeste presente, sentei e orei que estivesses segura em braços que te dessem vida.
Agora, no lençol de seda do tempo encontro paz de espírito, numa cama cheia de blues, num quarto, encastelado, repleto de tua luz.

Poema escrito a quatro mãos, por;

Camila Rodrigues e Moises Lima.