domingo, 13 de dezembro de 2015

ESSE AZUL...

ESSE AZUL...

Sem planos, nem medos
não tenho problemas com desengano,
Amo, apenas isso...
o jeito, o cheiro, os traços,
os caminhos escolhidos passo à passo,
são pernas que se enlaçam,
olhares que se buscam,
perfumes que se embriagam...
são lagos profundos e mergulhos rasos,
e todo esse azul no céu...
são seus olhos...


Camila Rodrigues.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

SONHO

SONHO...

Vagam em mim poesias,
desesperadas e desamparadas poesias...
os meus versos
prenderam-se em teus olhos,
minha canção em teus lábios,
tirou-me as palavras com teus beijos.
Em teu ombro recolho-me suave
e nada escrevo,
quando enfim anoitece e sou tua (lua)
para morrer todas as noites
e nascer todos os dias em teus braços,
onde serenamente
sonho...


Camila Rodrigues.  

AUSÊNCIA FRIA...

AUSÊNCIA FRIA...

Os gatos se aninham e os cães ladram,
a noite, apenas continua...
em teu corpo
passeiam meus versos,
o céu cinza,
o olho azul...
por baixo do lençol
apenas a cama vazia,
em mim...
a tua ausência fria...


Camila Rodrigues.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

EM MIM...

EM MIM...


Carrego em mim
enormes culpas,
muitas delas
são só minhas...
carrego também dores profundas
que se transformaram em doces lágrimas
e poesia...
trago um sorriso insistente em me fazer feliz.
Revelo-te segredos em silêncio,
se tu não compreendes
é porque não o quis.


Camila Rodrigues.


MANIAS DE TI...

MANIAS DE TI...


Das manias que tenho de ti
a mais doce é o teu beijo,
o meu corpo, sente ainda, todos os carinhos de teus afagos.
Não conto o tempo que não te vejo
nem o sinto quando estou ao teu lado,
é quando estais em meus braços que o temo
e confesso, que se eu pudesse
faria-o parar em teus olhos.


Camila Rodrigues

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TUA POESIA...

TUA POESIA

A poesia que te escrevi
está presa no brilho dos olhos
que refletem o teu sorriso no espelho,
a poesia que te escrevi
perdeu-se nas ondas suaves de teus cabelos,
a poesia que te escrevi
passeia tonta pelas curvas do teu corpo...
cheiroso...
a poesia que te fiz, joguei no mar
para que as ondas possam levar o que deixaste em meus versos tristes,
a poesia, vaga pela madrugada
na van tentativa de recolher os sons que saem dos teus sussurros,
a melodia de teus gestos,
a poesia que te fiz
é a canção que embala tua distancia suave...
essa poesia tem ruídos de saudade,
e está encharcada do amor que não te dei...



Camila Rodrigues.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

QUEM DIRIA?...

QUEM DIRIA?...

Busco os teus olhos quando sorris,
penso que, talvez me enxergues de relance...
o som da tua voz guia-me por um paraíso de doces lembranças
invadindo com tuas cores os meus sonhos,
quando olho nos teus olhos, enfim me vejo
e agora, escrevo para ti
poemas que não serão lidos...
e cheiro o teu perfume em um travesseiro que sequer deitaste...
há um triste sorriso em meus lábios,
e um brilho sincero no sol,
as árvores ainda balançam ao vento
numa poética e desordenada melodia,
parece-me paixão, quem diria?...

Camila Rodrigues.

terça-feira, 5 de maio de 2015

MÃE...

MÃE...

Vejo-te nas longas filas de espera
a contar moedas de pouco valor,
vejo-te nas manchetes não lidas de um jornalzinho qualquer,
leio os teus lindos versos, no lado inverso da lista de cansativos afazeres,
sempre atrasada pro sono que não vem...
vejo-te nas conversas da boca miúda,
que revira teus sonhos ao avesso para torná-la triste e enfadonha...
vejo-te lida e linda, nas manhãs de sábado,
quando acordas e sais...
apenas posso ver-te...
e esperar que voltes, para comigo deitar e cantar,
encantada, velando meu sono,
como se fosse lindo me ver dormir...


Camila Rodrigues.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A MORTE DA FLORES...

A MORTE DAS FLORES...

Nada de frases tristes
que querem ser versos
para uma poesia...
nada de melancolia.
Um sentimento de paz,
boa vontade...
uma necessidade de estar com o outro
de ser o outro,
sentir suas alegrias,
compartilhar suas angustias,
salutar suas dores...
ter que enxergar o amor que há no buquê,
mesmo com a morte das flores.


Camila Rodrigues.


...AOS PRANTOS...

...AOS PRANTOS...

Quanta poesia cabe numa cama vazia...
tantos versos escondidos num quarto escuro, sombrio...
são estrofes que entalam na garganta,
e saem aos soluços aos prantos...
poemas inteiros, sufocados pelo abandono,
estrangulados pela dor...
muitos amores mortos pela saudade...



Camila Rodrigues.

CACHAÇA, CHORO E POESIA...

CACHAÇA, CHORO E POESIA...


Deixo-te um recado frio ao pé da porta,
agradeço-te o tempo destinado
e o prazer obtido.
Levo comigo, mais uma vez
a vaga sensação de satisfação,
quanto gozo em tantas horas...
companheiros perfeitos
pra uma noite de farra...
cachaça, choro e poesia...


Camila Rodrigues.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

RESTOS DE MIM

RESTOS DE MIM

Ofereço-te a ausência do perfume
Nas flores murchas que brotaram no jardim da saudade,
Ofereço-te o pranto que rega as lembranças tristes,
E o frio por baixo das cobertas onde não mais deitaste.
Ofereço-te a solidão mais profunda, fiel e companheira,
Enfim, ofereço-te o que restou de mim...
A poeira nos móveis e um sorriso solitário nos olhos...


Camila Rodrigues.

ENFIM POESIA

ENFIM POESIA

Porque em ti,
Todas as lembranças são felizes fragmentos da minha história,
Porque em teu sorriso é tudo alegria,
Em teus lábios tudo é doce,
Em teu corpo tudo é paixão e fúria.
Estando em tuas mãos meus sonhos, dores e gozos,
Porque em ti sou completo,
Em ti sou poeta,
Enfim sou poesia.  


Camila Rodrigues.

CONFIDENTE AFLITO

CONFIDENTE AFLITO

Teu sorriso espalhou-se como chama
Por todos os cantos da casa,
Em meu corpo o teu perfume guardado,
Em meu confidente aflito
Despejo lágrimas
Que sangram como avalanche
Ao desmoronar de mim,
É só saudade, enfim...
Tenho alguns livros não lidos pela casa...


Camila Rodrigues.

CANTO TRISTE

CANTO TRISTE

Meus lábios, sem sorrir,
Espera por ti em meu abraço.
Meus dedos buscam em meu corpo
O caminho traçado por teu tato.
Espero-te na solidão da noite...
Ouvinte do canto triste dos pássaros,
Enamorada das estrelas que ainda não apagaram,
Preso ao passado contínuo,
Que me mantém sorriso em teus lábios,
Gozo em teu corpo,
E descanso em teus braços.


Camila Rodrigues.

NEM TANTO...

NEM TANTO...

Atravessar os dias
Romper as noites
Vago de ti,
Do teu toque indecente,
Do beijo ardente,
Do pulsar dos lábios.
Estendo a ti as mãos suadas e trêmulas,
Conectando ao meu corpo toda a dor,
Em um mar de poucas lágrimas,
Sem nexo, sem sexo,
Sem palavras...
Nem tanto...


Camila Rodrigues.

FETICHE SOMBRIO

FETICHE SOMBRIO

A minha dor concentra-se em tua ausência,
Realizo no escândalo das horas tristes
O fetiche sombrio de não tê-la.
O vago da noite me rasga a alma
Inunda os olhos.
A linda imagem do teu sorriso,
Mutila-me...
Repetindo-te em minhas lembranças
Atormenta-me...
E quando enfim durmo,
Rejeito em meus sonhos
A liberdade que me prende
Ao fato de não tê-la.


Camila Rodrigues. 

DOCES PALAVRAS

DOCES PALAVRAS

O toque percorre o corpo em busca de ti,
O teu suor por baixo das cobertas
E o meu eu sobre o teu...
Em mim todas as lembranças são leves...
Até o sorriso distante,
O olhar parado.
O reencontro nas doces palavras que escrevo,
E no toque saudoso por baixo das cobertas onde transpiraste...


Camila Rodrigues.

AURORA...

AURORA...

O olhar sabido de um notado querer,
Que é de um desejar quase medonho,
Passeia pela multidão tristonho,
Em busca de ilusões e devaneios
Encontra você.
Um amor anunciado,
Um desespero apaixonado,
Cúmplices na madrugada,
Amantes da aurora... 


Camila Rodrigues.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DELIRAR DE POEMA...

DELIRAR DE POEMA......

A solidão que eu sentia
Já não me bastava,
Queria o frio sombrio das noites sem lua,
Queria sentir o trajeto da dor, das lágrimas...
Agarrar-me a tua ausência, com ânsia de vômito,
E estrangular essa maldita saudade.
Queria quase morrer,
Ser o pior dos covardes,
Bater em tua face, rasgar tua roupa e beijar,
O teu tudo...
E delirar de poema...
Nas cores do teu corpo...


Camila Rodrigues.

domingo, 11 de janeiro de 2015

SINTO, MUITO...

SINTO, MUITO...

Nosso olhar
Vivenciando o encontro silencioso das almas,
E a leveza do sorriso no encanto dos teus lábios
Que não vi...
Tudo isso é saudade que não tenho,
Posto que esse amor eu não vivi.


Camila Rodrigues.

QUEM DERA...

QUEM DERA...

Um choro sem lágrimas,
Por dores que não tenho.
O tempo, o sol, o céu,
Tudo continua igual.
O perfume das flores
Embala o sono tranquilo,
No balanço da rede
Compõem-se os sonhos.
O pássaro traz a noite em seu canto,
Enquanto o mar recita seus versos
Encharcados de melancolia.
Timidamente,
Encaro a lua e escrevo algo,
Quem dera fosse poesia...


Camila Rodrigues.