sábado, 21 de julho de 2012

AFRODITE


AFRODITE

Escandalosa,
A noite leva-me para os teus braços,
Apresenta-me o frio oportunista
Que força o meu corpo,
A buscar abrigo no teu.
E no aconchego quente de teus braços,
Inundo de amor o teu quarto,
E sinto o pulsar de teu corpo
No atrito involuntário e desesperado,
Causado pelo desejo incontrolável.
Na manhã seguinte,
É inevitável
Ri da distancia física,
Que supõe afastar-nos,
Cuja ignorância não permite vê
Que és como um Deus,
E Que quase te amo,
Acima de todas as coisas.

Camila Rodrigues.

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