terça-feira, 14 de janeiro de 2014

SAUDADES QUE NÃO TENHO...

SAUDADES QUE NÃO TENHO...

Arrancou-me súplicas e inverdades...
Assim,
Como quem quer amado ser...
Não contentou-se com o corpo,
E quis a alma, os versos,
Como se fosse algo á se dar e devolver...
Ou coisa que se entrega assim, tão fácil..., 
A um pálido apelo do prazer...
Quis muito, e teve, ou pelo menos acha que sim...
E eu,
Fui feliz em meus apelos,
Que são risos, guardados sobre o baú de saudades,
Que sei...
Não tenho.

Camila Rodrigues.


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