quarta-feira, 13 de junho de 2012

POESIA INÉDITA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.


QUASI-NOCTURNO, EM VOZ BAIXA

Tuas mãos envelhecem,
Na prata fosca do silencio.

O silencio pelo crepúsculo,
É um arminho
Onde as mãos repousam com doçura.

Tuas mãos, no silencio,
Pelo crepúsculo, são mais finas

O silencio, O doce silencio,
Vestiu de cinza transparente
As tuas mãos pelo crepúsculo.

Esta poesia faz parte de um material inédito que está sendo publicado pela editora Cosac Naify com poesias de Drummond. Este é um dos poemas que dão vida ao livro 25 Poemas da Triste Alegria, que faz parte de um arsenal com mais de 12.000 exemplares da literatura Brasileira, pertencentes ao ensaísta e critico literário Antonio Carlos Secchin. Todo o material encontra-se em perfeitas condições, o que possibilitou a edição e agora lançamento do livro, uma raridade de edição artesanal e datilografada pela então noiva de Drummond, Dolores Dutra de Moraes.
O titulo original é aprendiz.

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